
Foto: Flickr (Le Méchant Garçon)
Linha vermelha, direção La Defense, saída 6, parada em Charles de Gaulle Étoile…
Quem já teve a oportunidade de conhecer de perto o metrô de Paris tem a noção de sua grandeza – imenso labirinto sincronizado e perfeitamente sinalizado -, provavelmente, impressionou-se com a cidade subterrânea tão movimentada quanto a cidade da superfície que a abriga construída para viabilizar o transporte em massa de cidadãos.
Quem passa a vista no mapa do metrô vislumbra uma caótica e colorida teia de aranha. Mas, quando se adentra suas galerias, a sensação é de estar num tecnológico formigueiro humano. Portas automáticas que se abrem e fecham nos tempos exatos, com os devidos avisos sonoros. Vagões amplos com bancos confortáveis. No alto de cada porta, o roteiro das paradas programadas. Nas estações, cujos nomes estão estampados em grandes letreiros, placas luminosas informam quantos minutos e segundos faltam para o próximo trem aportar – geralmente, menos de cinco minutos. E têm mapas e dicas orientadoras por todos os lados. Ou seja, nem que se queira, ninguém consegue se perder no metrô de Paris.
Esse festival de tecnologia, comunicação, racionalidade e conforto só se tornou realidade porque alguns homens – e mulheres, suponho – assumiram a responsabilidade de antever o caos urbano, o apagão que obscureceria a cidade-luz se algo estrutural, grandioso, não fosse empreendido.
Fico a admirar esses pioneiros que há mais de cem anos imaginaram o funcionamento do metrô de Paris, mesmo sabendo que eles próprios não usufruiriam. Sabiam, contudo, que as gerações futuras viriam a se beneficiar desse mega empreendimento em que investiriam toda sua inteligência e recursos. Ah, e não condicionaram às eleições político-partidárias. Essas se tornaram insignificantes diante do futuro que pretendiam para a sociedade. E assim, por anos e anos trabalharam com seus ideais de futuro sem retornos imediatos, senão a geração de milhares de empregos que garantiu uma cultura de trabalho e compromisso com o coletivo.
E foi esse desprendimento e essa determinação que possibilitaram que na cidade-luz, a cada três quadras, às vezes, menos que isso, se encontre uma ou mais boca de metrô.
Só nos resta sonhar para que por aqui aflorem homens e mulheres de visão que empreendam à moda francesa…
Autora: Simone Pessoa (@)
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11:14 PM
Também me impressionei com o Metrô de Paris. Uma obra prima entres tantas da cidade Luz.